Thursday, June 29, 2006

::para os olhos::

a felicidade|tom e vinicius
música para os olhos::: lab.d:.

Friday, June 23, 2006

::a casa de bó::

Nas redes da varanda ou brincando de ciranda.

Na casa do Bó tem uma ampla varanda que corre por todo exterior da casa. Tem redes pra quem quer que se axegue possa deitar e ao balanço da rede venha adormecer e sonhar. Tem almofadas enormes de grande pra casais namorar, crianças pular e cachorros se esfregarem. Tem dependurados lindas samambaias com caichos verdes e também flores pra que se aproxime também os beijoqueiros e faça da varanda seu refeitório o ano inteiro.
Tem mesa de sinuca, mesa de carta e ping-pong. Mesa pra comer, beber e brincar. Mesa pra gargalhadas e sérias críticas ao governo se fazer. Mesa pra ganhar peso e matar o desejo de doçes comer. Na varanda se serve, baião, fundi, churrasco e caranguejada. Na varanda se serve chocolate, salada de fruta, sorvete e goiabada. Na varanda se serve, abraços, beijos e amor, tudo de graça.
Tem meninos correndo pra lá e pra cá e eu procurando onde a tristeza foi parar. Será no quarto, no banheiro ou na sala de estar? Rodas de ciranda, de cantigas e violeiros. Crianças, jovens aldultos e velhos dançando e cantando, mostrando a alegria do bom povo brasileiro.
Sejam bem-vindo viajantes venham de nossa alegria compartilhar.


continua...

Wednesday, June 21, 2006

::a casa de bó::

Começo de tudo, da casa sem muros.

A casa do Bó é erguida distante dos zumbidos da cidade, mas não tanto, porque na civilização ainda se tem lugar para colocar o coração. Fica asim, perto de algum lugar onde se possa contemplar a natureza de nosso Senhor. De lá se vê o céu, o sol, a serra ou o mar.
Tem um bom terreno pra caber mais ou menos tudo o que Bó sempre quis desde pequeninho. Tem lugar onde se pode sempre ser velho sem deixar de ser minino. Tem também um eucalipto, para que cresça e um belo dia seja o guia de quem quer que apareça para o Bó visitar.
Tem vizinhos, rendeiras, pescadores ou guia de trilhas e mergulhadores. Tem gente que pela magnitude da natureza morre de amores. Não tem muros, porque assim geram susurros de que ali mora um estrangeiro.
Um lugar onde a simplicidade é sempre uma aparente verdade. A noite é sempre bem-vinda. A alegria e toda compania que trazem pães-de-queijo, cafézinhos, tapiocas e cházinhos, que temperam a noite e o tão bom friozinho.
Seja a casa do Bó da alegria um picadeiro que alegrará o mundo inteiro com gargalhadas de amor.


continua...