Tuesday, May 30, 2006

::tal moça::

Suspiros de tal moça...
É como uma brisa que vem do mar
Refrescar o dia quente de quem a vida se dedica com vigor.
É como o assobio de um sabiá
A cantarolar nos campos alegrando a vida do campones trabalhador.
É como o sorriso de uma criança
A nos mostra a importacia de levar a vida com amor.

Os olhos de tal moça...

Brilhando é como a luz do sol
Refletindo na careca do velho
Que em toda sua serenidade celebra a vida ainda que dificil.
Brilhando é como a luz no fim do tunel
Na vida de um jovem desiludido com o amor
De uma vida cheia de sacrificios.
Brilhando é como a esperança de uma paz
Que mesmo com força e persistência branda suas ideias
Ao som da explosão de um míssil.

Casar com tal moça...
Seria como fazer um voto com a felicidade
Onde se teria a morte como unico meio de separar-se dela.
Seria com ela cada filho a prova de um amor
Em que a propria vida lembraria de que esse não morre.
Seria envelhecer rejuvenecendo e se desfazendo de toda corrupção
Causada por uma juventude perdida em porres.
Seria como voltar a vida
A cada novo passo dado em destino a morte.

Thursday, May 25, 2006

::queria assim como vinícius::


Tenho assim que escrever algo
Algo assim que fale de amor
Amor daqueles que enchem peito de dor
Dor da qual dela nunca somos salvos

Tenho assim que dizer uma coisa
Coisa assim que me faz arder de desejo
Desejo de ter mais uma prova de teu beijo
Beijo acompanhado de tua voz rouca

Levo a vida, desde tu, em cima do muro
Entre devoção ao amor e desejo carnal
Desejo que não me deixa viver mais amor puro

Queria assim como Vinícius um amor total
Mas pelo que vejo e espero do meu futuro
Jamais haverei eu de morrer desse mal

Monday, May 22, 2006

::nem só de poesia vive o blog::

Pois intão... esse blog tambem me serivá para informar ao amigos, parceiros, amantes e fuleiros de minhas atividades extra-letras... Uma delas e muito animadora é que convidado e honrado com o convite vou discotecar no Noise3D dia 11 de Junho na Festa dos Solitários.
O repertório claro será o mais mela-cueca possível, porem a diversão será garantida, caso não se divirta você ao menos estará lamentando um grande amor perdido... Quem sabe sirva de inspiração para que escrevas algo?

Convite feito a todos.

Monday, May 08, 2006

::ludmila::


Ludmila quer brincar
Quer ainda ser criança

Nos seus olhos a ganancia
De o tempo segurar

Mas os dias, esses passam
Não ligam pra nossa vontade
De não querer passar da idade
Em que as árvores dançam

Passam pela porta de nossa vida
Tocando a campanhia e indo
Fingimos não conhecer as feridas
Achando tudo muito lindo

Dai um dia percebemos
No reflexo de nosso espelho
Existe um branco fio de cabelo
E de crises nos enchemos

Quem é a menina dentro de voce?
Porque insiste em não crescer?
É ela a semente de uma flor
De onde exala o aroma do amor

Sim sim sim... é bom ainda ser
A criança que não se perde
Que está ai dentro de você
Linda, meiga,
sorridente e equisita
Fresca, chata
e certas vezes mesquinha
Pirrenta, rabugenta
Preguiçosa e lenta
Carinhosa, estabanada
Feliz e apaixonada.

::o ser escritor::

Viver a vida de outros, comentar sobre livros que ainda não lí, adivinhar cada passo futuro de tantas outras pessoas, sussurrar ao ouvidos de gente que ainda não nasceu, fazer leite e sentir a temperatura pro bêbê que já foi velho tomar, olhar a vida de cima de um monte que nunca escalei. É uma vocação que penso em seguir, escrever a vida além daquela que me foi dada... Jogar num papel todo o mundo que carrego dentro da minha cabeça... A vida tem mais possibilidades assim!

Tuesday, May 02, 2006

::aeroporto::

São as despedidas
Idas e vindas de pessoas nessa vida
Gente completando e tirando da gente
Ficando pra sempre e sumindo no limbo
Isso aflora em todos forte emoções
Mas porque não mais em mim

Estaria meu coração petrificado
Estaria eu errado por não chorar
Estaria eu perdendo a emoção
Perdendo a paixão pelas pessoas
Perdendo a leveza de chorar
Não
É apenas um pressentimento
De que um dia juntos estaremos de novo

Sinto falta de chorar
Expressar as pessoas minha tristeza
Em saber que estarão distante
De alguma forma é pra sempre
Que dentro de mim estarão vivos
Lembraças, memórias e saudades
Sim, como eu quero chorar

Sinto falta das lagrimas de amor
Sim. como eu quero chorar
Não só as lagrimas da velha dor
Sim, como eu quero chorar
Quero a alma e o coração lavar
Ah! Como eu quero chorar

Mas não, não vou chorar
Vou apenas dizer até logo
E essa vai ser a unica esperança
Que haverá de me alimentar
De ver todos em breve
Ou então antes que pare de bater
Aquilo que dizer ser meu coração

::eu assim sem tu::

Era feito carnaval sem samba
Que nem samba sem alegria
Coisa que não existia
Era a noite sem o dia

É uma lagrima sem choro
É o cantar sem ter o coro
É feito mar sem azul
É triste de dar dó
Eu assim tão só
Eu assim sem tu

É a semente sem a fruta
É como cabaré sem puta
É o futebol sem a bola
É o minino sem esmola

É a lua amanhecer acordada
É o vestir de ficar nu
É o tudo sem o nada
É o nada sem o tudo
Eu assim sem tu

É feito preto sem o branco
É dinheiro sem o banco
É como sair na chuva e não ficar molhado
É uma casa sem telhado

É o jardim sem o jardineiro
É a dor de barriga sem banheiro
É o agora que nós deixa pra depois
É a gente sem nós dois

É o colar sem miçanga
É uma roda sem ciranda
É feito o de baixo sem o de cima
É como cordel sem a rima

É o cavaleiro sem a espada
É o norte sem o sul
É o tudo sem o nada
É o nada sem o tudo
EU assim sem TU

*desenho feito inspirado na obra de Mestre Vitalinio, escultor pernambucano tido como o inventor dos tradicionais bonequinhos de barro feito em todo o sertão nordestino. Entre suas mais famosas esculturas estão o casal acima ilustrado, a banda de pífano e o bumba-meu-boi. Este blog também é cultura... brinca!
** jonas é co-autor da poesia.

::rotina querida::

A rotina está de olhar sinistro
A rotina está de sorriso esquisito
A rotina está sentada ao meu lado
E eu mantenho-me calado

A rotina suspira em meu ouvido
A rotina causa-me arrepios
A rotina começa sua preçe
E esquece de mim ao que parece

A rotina fecha sua boca
A rotina me faz cara de louca
A rotina agarra-me pelo pescoço
E me chama de belo moço

A rotina mostra-me os dente
A rotina parece usar lentes
A rotina sopra-me seu bafo
Dizendo estar em tudo o que faço

Prenda-me em seus braços
Aperte-me contra seu peito
Ah rotina, dar-me o gosto de seu beijo
Faça-me perder o compasso
Quem sabe assim eu adormeço
E da vida conheça o outro lado